Obriguei-me a não pensar, a contar sílabas para não sentir.
Me vi caminhando sozinha, meio perdida, meio achada.
Pus vidros nos olhos para poder melhor te enxergar.
Vejo as frases, soltas, avulsas, apenas por falar.
Penso seus pensamentos, seus atos. Falo as suas frases, os seus dingos.
Vejo seus olhos: ou tristes, ou felizes, não os entendo, não os conheço... onde te perdi?
Lembro, nervosa, saí. Como voltar? Como pude? Como deixei?
Penso, aflita: "Não, não foi pra ela, não por ela, não, não, não". Mudo de assunto.
Pensei, pensei, pensei, pensei, pensei, pensei, pensei...
Não consegui, apaguei.
Apenas saiu: Te amo.
Então, me desencarnei e "virei nós"
-x
Como disse, não consegui, apenas saiu "Te amo", mesmo.
domingo, 21 de outubro de 2012
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Não Caroline, não Carolina, Carol!
Surgiu!
A boca virou um farol
"Ah, o riso infantil...
Vai se chamar Carol!"
Cresceu,
As pernas viraram asas.
Correu para o breu
e seu chão virou brasa.
Sorriu,
Pensei que era a cura,
O riso juvenil,
Mas tava nas escuras.
Pedi,
Achei que não me ouvia,
Para ver sorrir,
Percebi a correria.
Ouvi:
"Mamãe, pare de chorar,
Compro um suvenir,
Destes pro nosso lar!"
Vivi,
Não sabia que podia
Comprar alegria
Junto a um suvenir .
--x
Ei, relevem, é a primeira vez que tento rimar e contar sílabas...
A boca virou um farol"Ah, o riso infantil...
Vai se chamar Carol!"
Cresceu,
As pernas viraram asas.
Correu para o breu
e seu chão virou brasa.
Sorriu,
Pensei que era a cura,
O riso juvenil,
Mas tava nas escuras.
Pedi,
Achei que não me ouvia,
Para ver sorrir,
Percebi a correria.
Ouvi:
"Mamãe, pare de chorar,
Compro um suvenir,
Destes pro nosso lar!"
Vivi,
Não sabia que podia
Comprar alegria
Junto a um suvenir .
--x
Ei, relevem, é a primeira vez que tento rimar e contar sílabas...
domingo, 26 de agosto de 2012
Confuso
- A humilhação de ser descoberta aos prantos, apenas por doer o presente, mas ninguém entendia o motivo- "o que mais? O que mais?"
- Ela se foi...- parecia tão indiferente, mas com os olhos tão tristes.
- Morreu? - sei lá, estava tão surpresa que não consegui ser acolhedora.
- Não... me deixou - pude perceber que respirei aliviada e como isso o irritou.
- Ah... desculpa, eu... - respirei, pisquei, respirei.
- Sei, não precisa dizer nada - ele precisava que eu dissesse... - só não me diga para conhecer outra, colocar dentro de casa, ou pegar todo mundo, beber, ir para festas... que ela não me merece...
- Só a ame até esquecer! - Me beijou
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Me veja!
"Quando todo sal é retirado do mar, eu permaneço destronado, eu estou nu e sangro, e quando você aponta-me seu dedo tão selvagemente há alguém para acreditar em mim? Para ouvir o meu apelo e cuidar de mim? Como posso continuar a partir de hoje? Quem pode me fortalecer em todos os caminhos? Onde posso estar seguro? Onde posso permanecer? Neste imenso mundo de tristeza, como posso esquecer aqueles lindos sonhos que compartilhamos? Eles estão perdidos e não há como encontrá-los. Como posso ir em frente?
Algumas vezes eu tremo na escuridão, eu não consigo ver. Quando as pessoas me assustam, eu tento esconder-me bem longe da multidão e não há ninguém lá para me confortar. Senhor, ouve meu apelo e cuida de mim"
Quando uma música faz com que você se entenda, te faz pensar que os outros podem entender também. Mas é diferente, os músicos eram mais sensíveis:
- Eu sou puta, esquecida pelo mundo!
- Eu sou transexual, esquecida por Deus!
- Eu sou travesti, esquecida pela sociedade!
- Eu sou político honesto, esquecido pelos eleitores!
- Eu sou ladrão, não sou humano, me matar não é pecado!
- Eu fumo maconha, um vício igual ao álcool e eu sou preso!
- Eu sou mendigo, minha simples existência incomoda a todo o resto!
- Eu sou escravo, as pessoas nem se quer sabem que eu ainda existo aqui!
- Eu sou ateu, nem me conhecem e sou perverso, malvado, assassino de crianças!
- Eu sou evangélica, nem me conhecem e eu sou burra, alienada, descontrolada, insana!
- Não estamos certos, ou errados. Só queremos que nos ouçam, nós não vamos te infectar! Somos homens, somos seus pais, seus filhos, irmãos, parentes... estamos na sua família, casa, escola. Na sua TV.
Algumas vezes eu tremo na escuridão, eu não consigo ver. Quando as pessoas me assustam, eu tento esconder-me bem longe da multidão e não há ninguém lá para me confortar. Senhor, ouve meu apelo e cuida de mim"
Quando uma música faz com que você se entenda, te faz pensar que os outros podem entender também. Mas é diferente, os músicos eram mais sensíveis:
- Eu sou puta, esquecida pelo mundo!
- Eu sou transexual, esquecida por Deus!
- Eu sou travesti, esquecida pela sociedade!
- Eu sou político honesto, esquecido pelos eleitores!
- Eu sou ladrão, não sou humano, me matar não é pecado!
- Eu fumo maconha, um vício igual ao álcool e eu sou preso!
- Eu sou mendigo, minha simples existência incomoda a todo o resto!
- Eu sou escravo, as pessoas nem se quer sabem que eu ainda existo aqui!
- Eu sou ateu, nem me conhecem e sou perverso, malvado, assassino de crianças!
- Eu sou evangélica, nem me conhecem e eu sou burra, alienada, descontrolada, insana!
- Não estamos certos, ou errados. Só queremos que nos ouçam, nós não vamos te infectar! Somos homens, somos seus pais, seus filhos, irmãos, parentes... estamos na sua família, casa, escola. Na sua TV.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
035- Respiração
Bem agora,
as quase 3h da madrugada você me aparece. Lindo, loiro, sorrindo.
Fazer o que? Você me inspira.
- Que
diabos faz aqui? - não pude deixar de reclamar - que horas são?
- Não
sei, apenas vim... que diferença faz o momento? Estava com saudade!
- chegou assim, me abraçando pela cintura e não resisti, envolvi
meus braços em seu pescoço e beijei tua face.
- Que
bom que veio... – Mas é isso, o que eu poderia dizer? Eu estava
feliz por ter vindo e ainda mais feliz por ser surpresa. Claro que
eu gostaria de ter arrumado discretamente o cabelo e talvez eu até
escovaria os dentes, mas eu trocaria tudo isso por poder abrir os
olhos e dar de cara com você, assim, de supetão. Foi como os
sonhos de todas as noites.
- Só
isso que eu ganho? Saí de casa de madrugada, como prova do meu
amor, apenas para te ver, e eu ganho um "que bom que veio"?
- eu estava tão feliz, tão feliz, tão cansada. Eu com certeza,
um dia, conseguiria expressar o quanto estava feliz.
- Para
de me abusar... - não sei se aquilo era um teatrinho, ou eu estava
mesmo tão cansada a ponto de ser dengosa daquele jeito. Ele sorriu.
- Não...
- respondeu zombando do meu dengo. Encostou os lábios na minha boca
e pressionou. Sem língua, sem movimentos de mãos, pernas, braços,
jogos de corpos, cabeças, olhos, narizes, orelhas... sem mais
nenhum movimento, apenas a sua boca na minha e foi tudo como no céu.
Apenas boca na boca, sem jogos.
sábado, 19 de maio de 2012
034- Eu me declarando para você.
São quase 11 meses de namoro e tudo muda de novo. Eu sou a menina que passou a vida toda escrevendo cartas sofridas, poesias românticas, mas no momento de falar de um amor correspondido e bem vivido, perco as palavras e começo escrever bobagens e apagar todo o tempo e nada se passa de um eterno rascunho.
As coisas estão se resolvendo e me parece que alguém vai embora, não um alguém qualquer, mas você, o garoto que forma o nosso "eu" e isso pode parecer sem sentindo para qualquer outra pessoa, mas parece que eu sou uma, você é outro e nós dois juntos somos um "eu" diferente de todos os que conheço e isso é tão gostoso.
Pois é, eu fiquei de escrever para o dia dos namorados, mas eu preciso de dizer tudo isso, apesar de dizer o tempo todo, eu preciso mesmo te escrever o quanto os LONGOS 11 meses desse namoro foram surpreendentes, brilhantes e, aviadando um pouco, foram deliciosos! Mas é claro que os outros que nos conhecem vão falar: "vocês vivem brigando!" É verdade! Brigamos muito, quase todo o tempo e brigas bobas, por machismo, ou brigas sérias, que levam a um quase rompimento... então abrimos mão de todo o resto para que as coisas fiquem bem e que nosso noivado continue assim, próspero!
"Nosso noivado vai acabar daqui a um ano e meio, vamos nos casar!"
Eu te amo e se não for para sempre, vai ser para nunca mais.
segunda-feira, 12 de março de 2012
033- Strawberry Fields Forever
Ela era nova ali no colégio, era ela nova na cidade, acho até, que no estado... esse poderia ser o motivo dela não se encaixar aqui, mas não justificava como ela era diferente até mesmo das pessoas de onde veio. Acho que ela nasceu na década e no país errado... ou até, no planeta errado. O que era certo, é que as vezes as pessoas a machucava demais. Fazer o que? Não costumam ser legais com quem é diferente... é até idiota pensar que isso fosse possível.
Então, era uma quarta a tarde, a aula estava insuportavelmente igual a todas as outras quartas. Ainda consigo ouvir o meu professor falando de energia cinética, lá de longe... foi bem nessa hora em que a porta se abriu drasticamente e ela entrou... mais branca que o normal, talvez fosse a maquiagem favorecendo, mais morta que o normal, talvez fossem as olheiras, mas o pior, foi ai, que percebi, que ela estava mais triste que o normal, não importava o motivo, a questão é que as lágrimas já tinham acabado e a mágoa ainda ecoava dentro dela.
-OLHA, SÃO TODAS IGUAIS!- ela falava como se chorasse, mas as lágrimas não caiam.-BONITAS, MENINAS, ENGRAÇADOS, MENINOS. FODAM-SE.
Uma lamina afiada foi direcionada aos seus pulsos. O sangue jorrava, a vida continua.
Então, era uma quarta a tarde, a aula estava insuportavelmente igual a todas as outras quartas. Ainda consigo ouvir o meu professor falando de energia cinética, lá de longe... foi bem nessa hora em que a porta se abriu drasticamente e ela entrou... mais branca que o normal, talvez fosse a maquiagem favorecendo, mais morta que o normal, talvez fossem as olheiras, mas o pior, foi ai, que percebi, que ela estava mais triste que o normal, não importava o motivo, a questão é que as lágrimas já tinham acabado e a mágoa ainda ecoava dentro dela.
-OLHA, SÃO TODAS IGUAIS!- ela falava como se chorasse, mas as lágrimas não caiam.-BONITAS, MENINAS, ENGRAÇADOS, MENINOS. FODAM-SE.
Uma lamina afiada foi direcionada aos seus pulsos. O sangue jorrava, a vida continua.
Assinar:
Postagens (Atom)


