domingo, 23 de dezembro de 2012

Nem adeus

Com dedos que sangram sua falta, escrevo-te esta carta:

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A baratinha Clava

 Era uma vez uma família de baratas. Baratas que viviam em uma casa de classe média no meio de uma pequena cidade no interior de São Paulo.
 Eram todos felizes: os donos da casa, as crianças, os cachorros e as baratas, que eram o Pai-Ba e Mãe-Ba,  eles se apaixonaram e procriaram milhares de baratinhas. A mais velha se chamava Plena, o mais velho se chamava Levo, e os outros tinham o mesmo nome, só que tinham um número para diferencia-los.
 O tempo foi passando e mais baratas foram nascendo. Então chegou uma época conturbada, a Mãe-ba, cuidadosa como sempre fora, não deixava suas crianças se arriscarem pela comida, mas estava ficando velha e lenta, foi pega por um humano, que quase a matou. Ao chegar em casa, com patas destruídas olhou para sua casula, a Clava, que tinha o nome diferenciado por ser claramente a mais amada, a mais mimada, a mais bonita e antes de morrer, foi a ela que a mãe declarou amor.
 Pai-Ba tomou as rédeas da família e cuidava de todos com a mesma força e cuidados. Dava a Clava muito mais amor e carinho.
 O Pai-Ba também morreu.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Knockin' On Heaven's Door

"O mais incrível de te amar, é que quando estamos juntos, possuímos o poder de controlar o tempo. Semanas se tornam dias, dias se tornam horas, horas minutos e minutos segundos. E cada instante que passo com você eu adquiro serenidade incomum, e meu coração fica completo batendo 3 palavras por segundo... Eu te amo... Eu te amo... Eu te amo... Eu te amo..."

sábado, 17 de novembro de 2012

O incrível dia que começou e terminou bem.

Seus olhos estavam fechados, serrados com força suficiente para fazer com que visse bolhas de luz voando na escuridão.
- Que tudo tenha sido um sonho, que tudo tenha sido um sonho - pensava, ou falava... não fazia diferença.
Abriu os olhos e viu no teto da casa de seus pais uma esperança para que nada tenha sido verdade.
- FOI UM SONHO!- quantas vezes depois de problemas e mais problemas tive o desejo inútil de que tudo tenha sido um pesadelo que parecia real demais... finalmente tinha se realizado, mas na vida de outra.
Marília desceu as escadas correndo com tanta animação, com tanta alegria que era como se ela tivesse um encontro com o próprio Johnny Depp. Melhor que isso... depois de pular o último degrau olhou para frente e o encontrou. Lá estava ele (não o Depp, o Dirceu), sorrindo, com um roupão meio aberto, mostrando o peito... rindo e bebendo café, enquanto lia o jornal de ontem.
Riu, apenas isso que ela poderia fazer, não tinha ideia do que estava acontecendo. Ele estava com as pernas cruzadas e isso a fez se perguntar se ele vestia alguma coisa por baixo.
-Bom dia, querida- ela riu mais- o que foi?- Dirceu mentia confusão
-O que está acontecendo? - ainda estava paralisada, segurando o corrimão. - que está fazendo aqui? Eu não bebi na noite passada... - ele levantou, perdendo a pose de todo o teatro
- Só vim aqui, te pedir em casamento, mas primeiramente mostrando como será quando morarmos juntos.
Andou até ela, deu um beijinho na boca, tirou do bolso do roupão uma caixinha com um anel liso, apenas gravado "Te amo, gentil pastora".
- Devia me pedir em namoro, primeiro - o beijou - eu aceito!

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Pra mim não dá

Enquanto bebia seu café amargo demais - nunca fora boa nessas coisas essenciais - veio na cabeça aquela imagem, aquela menina... aquela menina que era perfeita, que a amava, mas... mas nada...
Não sabia se era a fumaça quente que exalava forte nos olhos, ou se eram as lágrimas, lutando contra a saudade.
-Sinto sua falta - era verdade - mas eu o amo bem mais... mesmo que não nos declaremos um para o outro, nos olhamos de manhã e sabemos que é amor. Você vai me falar que meu amor vai acabar e eu vou correr pra você, mas você não nos conhece juntos... mesmo que ele se vá, não acabará, mesmo que ele me deixe, não acabará, mesmo que ele suma, não ouça mais seu nome, sua voz, não veja mais sua presença... parte dele ainda vai ser bombeado no meu coração, seu nome ainda ecoará na minha cabeça, quando chamarem o meu... - nossos nomes combinam, é como chamar "Claudinho" e não seguir com "Bochecha"- eu sinto muito, Menina, mas ele é mais importante.
Mas não dizia essas palavras a ninguém, eram só pensamentos secretos de uma solitária orgulhosa.

--x
Ando não conseguindo escrever o que quero
Ando meio fora de controle
Fora do meu controle.
No seu...
Não gosto.

domingo, 21 de outubro de 2012

Passo as tarde lembrando

Obriguei-me a não pensar, a contar sílabas para não sentir.
Me vi caminhando sozinha, meio perdida, meio achada.
Pus vidros nos olhos para poder melhor te enxergar.
Vejo as frases, soltas, avulsas, apenas por falar.

Penso seus pensamentos, seus atos. Falo as suas frases, os seus dingos.
Vejo seus olhos: ou tristes, ou felizes, não os entendo, não os conheço... onde te perdi?
Lembro, nervosa, saí. Como voltar? Como pude? Como deixei?
Penso, aflita: "Não, não foi pra ela, não por ela, não, não, não". Mudo de assunto.

Pensei, pensei, pensei, pensei, pensei, pensei, pensei...
Não consegui, apaguei.
Apenas saiu: Te amo.
Então, me desencarnei e "virei nós"
-x
Como disse, não consegui, apenas saiu "Te amo", mesmo.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Não Caroline, não Carolina, Carol!

Surgiu!
A boca virou um farol
"Ah, o riso infantil...
Vai se chamar Carol!"

Cresceu,
As pernas viraram asas.
Correu para o breu
e seu chão virou brasa.

Sorriu,
Pensei que era a cura,
O riso juvenil,
Mas tava nas escuras.

Pedi,
Achei que não me ouvia,
Para ver sorrir,
Percebi a correria.

Ouvi:
"Mamãe, pare de chorar,
Compro um suvenir,
Destes pro nosso lar!"

Vivi,
Não sabia que podia
Comprar alegria
Junto a um suvenir .

--x
Ei, relevem, é a primeira vez que tento rimar e contar sílabas...