Com o celeste borrado no céu, malas em mãos, fui.
Fui sozinha, onde não cabiam mais cobranças,
Onde gritos e explicações eram um passado sombrio. Fui.
De malas nas mãos, nem disse adeus, apenas corri caminho.
E o passado ficou lá no escuro de uma fotografia tremida.
Onde me deixei cansada, me deixei morta. Uma parte triste de mim, ficou
Em qualquer canto da sala mal iluminada, disfarçando soluços.
Era fácil estar sozinha, já estando sozinha antes. Era fácil.
Nem doía mais a ausência. Doíam os gritos.
Ouvir me culpar por inteiro, metade da responsabilidade.
Era final de fevereiro e o céu ainda era celeste.
Um sinal azul, de um dia tão vazio e triste.
Bonecas bobas, chorando na cabeça das crianças.
Era má. Mar. Quase que sangrava, a dor que fazia.
Mas é assim a vida: quase nada.
Tudo passa, e se passa, nem é mesmo importante.
Procurando sentido nas grandes razões de vida,
Nos grandes sonhos, nas grandes lutas. São mesmo importantes?
De que forma era viver e não achar respeitosa a seriedade?
Valores trocados, ou valores nenhum mesmo.
Não, não tenha deveres comigo, estou cansada das dependências;
Das conversas sérias, das DRs, das explicações.
Cansei de magoar e chorar mágoas.
- Não to afim de te ver hoje.
- Tudo bem, até amanhã.
Me explica porque é absurdo, se as vezes vai por obrigação?
Ah, de qualquer forma, esquece, já passou.
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
terça-feira, 25 de novembro de 2014
Querido diário.
Depois de uma aula que me dizia ser necessária as experiencias para a criatividade surgir, o vazio e a certeza de que talvez eu esteja fazendo tudo errado desde que eu nasci, voltou. Ou talvez eu tenha acertado uma coisinha na vida, mas já passou. Agora é outra história.
Estou escutando como sempre as mesmas musicas. E até onde eu me encontrava, não me encontro mais. Por que eu não estou mais aqui? Desculpem, me desculpem. É hora de ir.
Depois de uma aula que me dizia ser necessária as experiencias para a criatividade surgir, o vazio e a certeza de que talvez eu esteja fazendo tudo errado desde que eu nasci, voltou. Ou talvez eu tenha acertado uma coisinha na vida, mas já passou. Agora é outra história.
Estou escutando como sempre as mesmas musicas. E até onde eu me encontrava, não me encontro mais. Por que eu não estou mais aqui? Desculpem, me desculpem. É hora de ir.
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Como esquecer
Coça aqui.
Você me fez chuva.
O vento soprou no meus
cabelos,
Refrescou minha vida e
choveu amor em mim.
Porque eu quero carregar um
filho seu,
E que seja Sol, ou Ana.
Mas cante para ela, que sua
música produz paz.
Eu quero que seu coração
renasça no meu ventre.
Seu sorriso, com os olhos
fechados e os lábios juntos, rouba todo o meu ar,
Sempre que o vejo sendo tão
protetor e ciumento, cresce ainda mais alegria em mim.
Ou a pequena careta quando a
nota é alta demais,
Ou sua animação quando
alguém diz algo que você concorda...
Ah, como seria bom te ter
aqui.
Você é tão lindo e
manhoso que eu quero te morder todinho.
Se hoje fosse um dia normal,
você seria a minha cama.
E eu seria todo o seu mundo.
Algumas vezes eu só preciso deitar no seu peito e ouvir seu coração bater,
Outras, eu só preciso dormir com um beijo e acordar com outro
(desse forma, parece que me beijou a noite toda)
E eu descanso e acordo como em uma nova vida.
Uma nova vida, com um mesmo amor.
Me ensina, como esquecer.
Ou me encontra no aeroporto de noite e me tira para dançar,
Porque não consigo passar lá, ver a estrelas e não te sentir brilhar em mim
sábado, 18 de outubro de 2014
Quando eu entro na piscina
Risadas que nem de longe são luz.
Eu não te quero mais aí, iluminando outros peitos.
O meu ainda está aqui, lilás, louco por você.
E eu ainda busco clarões no céu e sorrio de cá para lá.
Eu me prometi um milhão de vezes que as coisas seriam diferentes,
Mas olhe de novo para mim, ainda tem alguma coisa no meu pulso
E um por do sol no topo da minha página.
Deve ser porque mesmo que seja meio de semana,
Eu ainda trabalho pensando em você.
Mas estou boiando para onde o mar me levar,
O que eu queria mesmo era nadar até seus braços mais uma vez,
Era poder te fazer sorrir, era poder me mudar para sua casa.
Eu queria poder fazer você feliz, como fiz por algum tempo.
Só que eu faço tudo errado, não é mesmo? Não sou nada direita
E você nem ao menos reclama.
Só sorri, me odeia e diz que tá tudo okay assim.
Você deve ter mais problemas que eu para sorrir só porque eu deitei no seu ombro.
Eu não te quero mais aí, iluminando outros peitos.
O meu ainda está aqui, lilás, louco por você.
E eu ainda busco clarões no céu e sorrio de cá para lá.
Eu me prometi um milhão de vezes que as coisas seriam diferentes,
Mas olhe de novo para mim, ainda tem alguma coisa no meu pulso
E um por do sol no topo da minha página.
Deve ser porque mesmo que seja meio de semana,
Eu ainda trabalho pensando em você.
Mas estou boiando para onde o mar me levar,
O que eu queria mesmo era nadar até seus braços mais uma vez,
Era poder te fazer sorrir, era poder me mudar para sua casa.
Eu queria poder fazer você feliz, como fiz por algum tempo.
Só que eu faço tudo errado, não é mesmo? Não sou nada direita
E você nem ao menos reclama.
Só sorri, me odeia e diz que tá tudo okay assim.
Você deve ter mais problemas que eu para sorrir só porque eu deitei no seu ombro.
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Simploriamente, pagã.
A água que escorria nem ao menos tinha razão.
Uma queda, sem nascente.
Eu era, na verdade, flor plantada,
Você um buquê inteiro.
Lindo e sem raiz.
Eu procurava no céu um outro brilho,
Uma luz que fosse tão veemente quanto o seu sorriso.
E eu acordei roxa. Sem lógica.
Perdida, eu nem sabia quem tinha me batido.
O céu ainda estava aqui,
A terra ainda estava aqui,
O mar ainda estava aqui.
E você? Onde eu perdi?
Caí fraca no chão e chorei por tudo.
Pulei as fases da vida que não tinham seu ar,
Salpiquei por outros cantos em busca de um batente para me apoiar
E rezei esgotada, por compaixão.
Você não ouviu. Ninguém ouviu.
Ser invisível deve ter lá suas vantagens.
Ser infinito passou a ser solidão sem as estrelas.
Fiquei vazia, sem um começou ou um fim.
E você não viu.
sábado, 11 de outubro de 2014
domingo, 5 de outubro de 2014
Ceifadora dos sonhos
Eu sinto falta de mim.
Sinto falta de você e parece que você longe,
Eu não sei nada de mim.
Eu sou lava,
Queimo teus pés e te berro:
Vem!
Virou quadrupede e correu,
Quem mais poderia amar criatura tão mascada.
Estou ardendo no veneno dos insetos.
Eu nem ao menos me possuo.
Faca serrada na garganta errada...
Quem estou enganando?
Se falasse de mim, acabaria no lixo.
Possuidora de grandes erros,
Eu não sou mais nada.
Eu quero gritar,
Mas sussurro mentiras.
Não escovo os dentes depois de falar,
Elas deixam o sabor amargo, faço questão de não lavar.
Sua saudade é real.
Rapaz solúvel, não engula o chá.
O café está sem açúcar.
Sou alérgica aos toques falsos de sua voz,
Me desculpa pela irritação na coxa,
Mas a culpa é toda sua.
Nua. Crua. Tua. Lua.
Não sou estrela, ou mar.
Lua.
Ilustre a minha folha em branco.
Alva, crava a clava em mim e vá.
Passou, hoje te conto histórias sem fim.
Sinto falta de você e parece que você longe,
Eu não sei nada de mim.
Eu sou lava,
Queimo teus pés e te berro:
Vem!
Virou quadrupede e correu,
Quem mais poderia amar criatura tão mascada.
Estou ardendo no veneno dos insetos.
Eu nem ao menos me possuo.
Faca serrada na garganta errada...
Quem estou enganando?
Se falasse de mim, acabaria no lixo.
Possuidora de grandes erros,
Eu não sou mais nada.
Eu quero gritar,
Mas sussurro mentiras.
Não escovo os dentes depois de falar,
Elas deixam o sabor amargo, faço questão de não lavar.
Sua saudade é real.
Rapaz solúvel, não engula o chá.
O café está sem açúcar.
Sou alérgica aos toques falsos de sua voz,
Me desculpa pela irritação na coxa,
Mas a culpa é toda sua.
Nua. Crua. Tua. Lua.
Não sou estrela, ou mar.
Lua.
Ilustre a minha folha em branco.
Alva, crava a clava em mim e vá.
Passou, hoje te conto histórias sem fim.
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