De todos os silêncios acumulados em um pequeno universo perto de nossa galáxia particular:
Você sorriu.
E desde então toda a minha capacidade de compreender o mundo, as pessoas, os sorrisos.
Mudou.
Nem sei ao menos se isso é uma poesia, uma prosa, uma dissertação, ou uma piada.
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Coma
Deitei na cama e coloquei um travesseiro na vertical, ao meu lado. Boba, fantasiei seu corpo. Chorei sozinha no quarto desejando o abraço de um objeto.
Encostei aos poucos meu rosto no que pensei ser sua costela e caindo no sono, sua mão foi encostando em minha cabeça. Quanto mais sonolenta mais você me tocava, me acariciava.
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Aprendendo a aplicar "nunca"
Dos pontos mais longes,
A retaseria o seu melhor caminho.
As estradas pontilhadas
Eram minha escolha.
Encontros e reencontros.
Algulmas coisas congelam os ares,
Outras voam o tempo.
E as duas podem ser a mesma metáfora.
Entre pássaros fazendo verão
E beija-flores parados no céu,
Um universo conspira injustiças,
Milagres desesperados
Por um coração pecador.
E eu repito o cantor:
"Criancinha levando prego no olho".
De todos os viéses,
No centro da rodovia,
Com os braços abertos,
Dançava ao meio dos faróis.
A música gritava amor aos ouvidos,
E sangue escorria ao chão...
Da terra santa.
Pernas grossas de uma dançarina doente,
Beleza exagerada aos olhos nus.
Alegria onde havia dor
E adivinha?
Vejo o contrário flutuando pela luz da janela.
Lama verde trazendo saúde
E aquele antidepressivo,
Suicidando-as.
Veja a beleza da tristeza
E todo o resto.
Não venho falar do mal do século,
Nem do lobo mau eu tenho a salvar.
Só me veja com este vestido
E vai saber que nada acabou
E nem acabará
A retaseria o seu melhor caminho.
As estradas pontilhadas
Eram minha escolha.
Encontros e reencontros.
Algulmas coisas congelam os ares,
Outras voam o tempo.
E as duas podem ser a mesma metáfora.
Entre pássaros fazendo verão
E beija-flores parados no céu,
Um universo conspira injustiças,
Milagres desesperados
Por um coração pecador.
E eu repito o cantor:
"Criancinha levando prego no olho".
De todos os viéses,
No centro da rodovia,
Com os braços abertos,
Dançava ao meio dos faróis.
A música gritava amor aos ouvidos,
E sangue escorria ao chão...
Da terra santa.
Pernas grossas de uma dançarina doente,
Beleza exagerada aos olhos nus.
Alegria onde havia dor
E adivinha?
Vejo o contrário flutuando pela luz da janela.
Lama verde trazendo saúde
E aquele antidepressivo,
Suicidando-as.
Veja a beleza da tristeza
E todo o resto.
Não venho falar do mal do século,
Nem do lobo mau eu tenho a salvar.
Só me veja com este vestido
E vai saber que nada acabou
E nem acabará
domingo, 11 de agosto de 2013
Boate nasal
Eu queria escrever um livro, um texto qualquer, ou até uma poesia, mas o meu caderninho de sentimentos guardados ficou caído entre o diário do ano passado e meus bons modos. Bem no fundo da última gaveta e cheio de poeira.
As pessoas escrevem de poeira de uma forma bonitinha demais pro que ela merece. Poeira é o vestígio de um câncer mal curado, na parte mais importante do corpo: O passado.
A poeira me lembra a tudo que não presta, me lembra a tudo que é ruim, me lembra sobre o que hoje eu acordei com vontade de escrever: Você.
De todos os pós e grãos você e a poeira são os piores. Você, pior que a areia e melhor que a poeira. Com as suas camisas com cheiro de mofo (não classifiquei o mofo porque não sei se é pó, grão ou vivo) e o cabelo cheio de óleo. Seus dentes são grandes demais e minha cabeça dói com a sua voz, exceto quando você está sendo uma gracinha, nesse momento minha enxaqueca ataca, tipo quando como frango. Que é o segundo vivo que eu mais odeio. O primeiro é você.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Vai, mente pra mim.
Anos de sofrimentos massantes.
Sei que pareciam suficientes,
Mas não foram.
Nos últimos meses me dizia curada,
Totalmente feliz,
Só que você não me permite, né?
Nunca me deixou,
Nem quando me abandonou.
Foi vergonhoso te ver de novo,
As pernas tremeram,
As mãos suaram
E todo resto.
Como se nunca tivesse parado de acontecer.
Acho que estava até com saudade,
Parece que sou mesmo do tipo que falam:
"Essa menina GOSTA de sofrer."
Mas você faz sofrimento de uma forma tão sexy.
Me engana de um jeito tão lindo,
Me decepciona com tanto charme.
Me ama de um jeito tão errado.
Sei que pareciam suficientes,
Mas não foram.
Nos últimos meses me dizia curada,
Totalmente feliz,
Só que você não me permite, né?
Nunca me deixou,
Nem quando me abandonou.
Foi vergonhoso te ver de novo,
As pernas tremeram,
As mãos suaram
E todo resto.
Como se nunca tivesse parado de acontecer.
Acho que estava até com saudade,
Parece que sou mesmo do tipo que falam:
"Essa menina GOSTA de sofrer."
Mas você faz sofrimento de uma forma tão sexy.
Me engana de um jeito tão lindo,
Me decepciona com tanto charme.
Me ama de um jeito tão errado.
terça-feira, 25 de junho de 2013
Eutanásia
Diante todo aquele sentimento óbvio e previsível ele sentiu o vômito em sua goela. Golfou quase que literalmente só de pensar em depressão por mortes de filhos, por desespero a doenças mentais, por medo diante a estupro.
- Consegue ser mais desprezível do que esse bolo de realidade mal escrita? Quando você morre, suas tripas vão ser comida de vermes. Seu corpo é um monte de carne e tripas que não servem de nada. Vá em uma montanha bem alta e longe da cidade. Lá não tem ninguém, você está sozinho em frente aquela imensidão e descobre que não é nada, mas aquilo não é nada perto de outros planetas. Na verdade você é um bolo de merda, absolutamente inútil. Essa é a única verdade. De que vale todo o resto de realidade que você me diz, se fala o óbvio.
- Fracamente, você pode mais, qualquer um pode mais do que retratar tudo isso. Quero te ver chocando com ódio pela vida de um bebê que nasce, infelicidade piegas diante a um namoro comum, alegria pela morte de um marido carinhoso. De que realidade me interessa se deus já cuidou para nos dar olhos. Até amor me é mais interessante do que isso aí. Que amor te deixa louco e exagerado. Francamente. Sofrer por coisas sofríveis é normal demais para ser tão descrito. Apenas pare de
- Consegue ser mais desprezível do que esse bolo de realidade mal escrita? Quando você morre, suas tripas vão ser comida de vermes. Seu corpo é um monte de carne e tripas que não servem de nada. Vá em uma montanha bem alta e longe da cidade. Lá não tem ninguém, você está sozinho em frente aquela imensidão e descobre que não é nada, mas aquilo não é nada perto de outros planetas. Na verdade você é um bolo de merda, absolutamente inútil. Essa é a única verdade. De que vale todo o resto de realidade que você me diz, se fala o óbvio.
- Fracamente, você pode mais, qualquer um pode mais do que retratar tudo isso. Quero te ver chocando com ódio pela vida de um bebê que nasce, infelicidade piegas diante a um namoro comum, alegria pela morte de um marido carinhoso. De que realidade me interessa se deus já cuidou para nos dar olhos. Até amor me é mais interessante do que isso aí. Que amor te deixa louco e exagerado. Francamente. Sofrer por coisas sofríveis é normal demais para ser tão descrito. Apenas pare de
domingo, 23 de junho de 2013
Carta a nós
Querida menina forte, por que faz isso com o meu coração?
Não sei se tenho muito pra dizer, na verdade, não sei se vai sair mais que "o que você está fazendo aí com esse rapaz?". Não que eu seja ciumento, longe disso, eu só não te quero com um outro garoto que eu sei que nem presta atenção nos seus olhos lindos, ou nas suas fotos maravilhosas.
Sabe menina, você deveria me ouvir mais vezes e começar a parar de preguiça, ainda mais essa sua tal preguiça de amor.
Isso que era para ser uma carta, agora só me parece várias frases juntas, todas elas te pedindo para por favor ficar em minha vida.
Não sei se é amor, paixão, ou só loucura, mas o que eu realmente quero é que a gente more em um apartamentinho apertado, com rosas plantadas na janela, com um sofá de estampa de liberty e almofadas vermelhas. E com você, de cabelos desgranhados, com uma blusa minha, de calcinha e meias. Jogada no sofá e vendo um filme de Almodóvar, enquanto te preparo um café forte.
Não quero chegar aqui e te escrever uma poção de sinônimos difíceis para amor, ou para suas características, nem pro seu sorriso maravilhoso. Eu quero mesmo é passar essas palavras direto para o seu coração e assim começo a desejar que me olhe e diga "nossa, mas eu quero que esse moço traga os discos dele aqui pra casa, nós vamos ouvir Legião e Roberto a noite toda". Não que eu queira casamento oficial, mas morar contigo por uns meses, ou anos, seria incrível.
Talvez eu nunca te entregue esta carta. Talvez eu nunca tenha coragem de te falar nenhuma destas palavras. Mas talvez eu crie uma veia cavaleira e resolva roubar/salvar seu coração para mim. Ou então eu me torne o rapaz que você deseja que eu seja, só para que você me namore de longe exatamente como eu te namoro.
Imagina moça, eu passando no meio de uma multidão que está assistindo uma apresentação qualquer, só pra ir lá no palco pegar brinde, agora eu começo a te imaginar olhando para mim como eu olho para você, me admirando, querendo saber dos meus jeitos, querendo me conhecer melhor que eu mesmo.
Eu quero ser velhinho e completar suas frases, mesmo as que você nunca tinha dito antes. Eu quero ser avô de seus netos e quero que você conte histórias lindas que vivemos quando fomos para a França, para Inglaterra, pro Japão, para todos os lugares. Enquanto conta tudo isso para os netos, estarei preparando um bolo, com aquela receita que pegamos na Itália. Eles sentados no chão e você alisando um gato que adotamos, na cadeira de balanço que compramos na Índia.
Ou a gente pode não ir para lugar nenhum e ficamos abraçadinhos na cama que papai me deu. Tanto faz, moça. Tanto faz todo o resto, basta ter a gente e depois os meninos, mais tarde as crianças e depois de tudo a gente morre junto, na cama. Dormindo, ou fazendo amor. Tanto faz mesmo moça.
Agora tome esse café e me chame para sair.
Com amor... Você sabe.
Ps.: Será que um dia você lerá isso tudo?
Não sei se tenho muito pra dizer, na verdade, não sei se vai sair mais que "o que você está fazendo aí com esse rapaz?". Não que eu seja ciumento, longe disso, eu só não te quero com um outro garoto que eu sei que nem presta atenção nos seus olhos lindos, ou nas suas fotos maravilhosas.
Sabe menina, você deveria me ouvir mais vezes e começar a parar de preguiça, ainda mais essa sua tal preguiça de amor.
Isso que era para ser uma carta, agora só me parece várias frases juntas, todas elas te pedindo para por favor ficar em minha vida.
Não sei se é amor, paixão, ou só loucura, mas o que eu realmente quero é que a gente more em um apartamentinho apertado, com rosas plantadas na janela, com um sofá de estampa de liberty e almofadas vermelhas. E com você, de cabelos desgranhados, com uma blusa minha, de calcinha e meias. Jogada no sofá e vendo um filme de Almodóvar, enquanto te preparo um café forte.
Não quero chegar aqui e te escrever uma poção de sinônimos difíceis para amor, ou para suas características, nem pro seu sorriso maravilhoso. Eu quero mesmo é passar essas palavras direto para o seu coração e assim começo a desejar que me olhe e diga "nossa, mas eu quero que esse moço traga os discos dele aqui pra casa, nós vamos ouvir Legião e Roberto a noite toda". Não que eu queira casamento oficial, mas morar contigo por uns meses, ou anos, seria incrível.
Talvez eu nunca te entregue esta carta. Talvez eu nunca tenha coragem de te falar nenhuma destas palavras. Mas talvez eu crie uma veia cavaleira e resolva roubar/salvar seu coração para mim. Ou então eu me torne o rapaz que você deseja que eu seja, só para que você me namore de longe exatamente como eu te namoro.
Imagina moça, eu passando no meio de uma multidão que está assistindo uma apresentação qualquer, só pra ir lá no palco pegar brinde, agora eu começo a te imaginar olhando para mim como eu olho para você, me admirando, querendo saber dos meus jeitos, querendo me conhecer melhor que eu mesmo.
Eu quero ser velhinho e completar suas frases, mesmo as que você nunca tinha dito antes. Eu quero ser avô de seus netos e quero que você conte histórias lindas que vivemos quando fomos para a França, para Inglaterra, pro Japão, para todos os lugares. Enquanto conta tudo isso para os netos, estarei preparando um bolo, com aquela receita que pegamos na Itália. Eles sentados no chão e você alisando um gato que adotamos, na cadeira de balanço que compramos na Índia.
Ou a gente pode não ir para lugar nenhum e ficamos abraçadinhos na cama que papai me deu. Tanto faz, moça. Tanto faz todo o resto, basta ter a gente e depois os meninos, mais tarde as crianças e depois de tudo a gente morre junto, na cama. Dormindo, ou fazendo amor. Tanto faz mesmo moça.
Agora tome esse café e me chame para sair.
Com amor... Você sabe.
Ps.: Será que um dia você lerá isso tudo?
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